Nas bases de todo filósofo desesperado estão os pés. Acredite. Eles serviram para manter seus corações aflitos batendo, pois a seiva vem do chão. Assim mantinham-se em posição vertical transcorrendo seus discursos.
O corpo físico de um filosofo precisa de bases grandes para não desfazer o coração: enquanto o pé é feito de pele rígida o outro é de coisa frouxa. Um escudo, cuidando com carinho de seus ganhos e perdas do caminho, outro manto, guarda-roupa de tudo.
Vontade de comer a pascenta, engolir os livros, caber nos escritos, pular as rimas e morrer o mais breve. Querer o enquanto a própria gravidez não o matar. Ou enquanto, estiver mais distante do chão.
Para todos tempo é fato, mas para eles é outro.
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