Tanto faz, mas faz a despeito do mais nada que fica na conversa fiada, olhar no chão, na mão... ainda tem tanto pra dizer na frase cortada. E ainda tento convencer o seu qualquer coisa do meu, que é mesmo desejo.
Desejo de não estar tão morto, tão vivo. Tanto faz mas, faz mais carinhos no meu corpo... faz? Cuida da derme, fala de outro jeito e larga-se no meu colo. Ah e por favor, não busque só meu sexo que assim será sem tanto gosto. Gozo sem sentido. Quero te dar aqueles olhares que não se dão, queria ter mais tempo. E entre o tic de algum tac cortar os pulsos e escrever com sangue pra falar mais alto. Mas nem faz meu tipo ser tão, tão mexicana. Sou mais assim de ser calada e não dizer, talvez puxe pra filme francês ou alemão. Tanto faz, não importa, agora se vai mais uns segundos e não disse nada...
Fico torcendo o papel entre os dedos e mudo de assunto: como vai mesmo o seu cachorro? Espero que esteja bem, talvez já tenha se adaptado á mudança. Talvez, quem sabe, nem sei, em uma esquina, em outro tempo... tanto faz o que quer dizer. Eu digo outras construções pra disfarçar o que me consome. O que na verdade são coisas tão bobas. Talvez um sorriso diria, então eu tento. Não, não diz... A resposta é outra. Troca de um olhar mais profundo, será que entendeu?
Tanto faz, o fogo fátuo de falar mata-se agora! E esmoreço em outras bandas, de outro espaço-tempo, te dizendo que me fez feliz, apesar das infelicidades, só pra te ver sorrir.
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