terça-feira, 5 de março de 2013

Fazer passar

Em algum quadro no museu de história, virando a esquina, estamos boquiabertos com novas ideias. Assim que se transformam em não tão novas fechamos as bocas, pra proteger dos mosquitos, e pensamos sobre aquilo. O próximo passo é o da opinião, aí veja, as coisas não parecem mais indecifráveis, tudo é ruim em comparação com o já visto. As bocas se abrem e fecham rapidamente pra emitir códigos penosos só pra aqueles que estão polidos o suficiente.
São as noites, me desculpa dizer, elas arrebatam toda a história e nos transforma em bonecos de abrir e fechar. Mas que fique claro: a noite não é a hora, é mais como uma ideia finalizada que colocou alguns óculos, aí esbravejou que é linda. "Sou linda e loira! Isso quer dizer que só com os meus olhos escondidos pode-se ver."
 Bom, ideologia não quero uma pra viver... (Clichê) Mesmo assim a loira é bonita, podemos passar uma noite com ela, fazer-lhe carinhos profundos e depois temos que trocar de telefone por que não queremos casar ainda. Tem um monte de loiras pra dormir por aí, gritando seu nome, pedindo pra ir com ela na casa dos pais ou na reunião do partido. Coitadas... ainda assim são lindas e precisamos conce-las de perto, mesmo que tudo pareça muito machista.   

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