domingo, 3 de fevereiro de 2013

Moleca,

Eí, vamos !
Falaremos mais, prometo que não falo mal de Marx e você me dá mais um sorriso. Eu quero vários. 
Seus sorrisos de criança pequena, que ainda guarda nas prateleiras do quarto tantas bonecas. Acho que pra não se esquecer que é moleca e ainda sente vontade de empinar pipa com os meninos ou jogar bola de gude. Sabemos que não existem fronteiras. Que a liberdade não existe por que nunca estivemos presos, mas a coisa é outra, é outro discurso que tratamos, não é? Falamos de mais, dizemos: Deixa disso e vamos entornar mais um rio na esquina! Vamos jogar baralhos! Por as caras e cartas de tarô na mesa! Falamos de maconha, de fetus, de vida, de socialistas, de românticos, de idiotas... falamos mais e mais. De repente mais nada. Por que falta daquelas verdadeiras palavras, as que são disfarçadas por outras, pelo silêncio posterior que nem rolou ainda... Pela falta de discurso dos outros, pela repetição que são os outros... por Sartre! E por ele também amamos mais, amamos mais aos outros, com certeza não é por  causa de Jesus. Quem mal podemos crer em coisa alguma pelo medo do não ser. 
Certo, e ainda digo de você, dizendo mais, falando de uma delicadeza sincera sem motivo causando reflexo de várias luzes. É espelho e transparência, ou será transaparência? 
E fico satisfeita, claro, ficamos assim após longo deleite. Agradeço a não sei o que por te ter atravessando uma via da vida e feito explodir qualquer coisa que só Iansã saberia soprar em mim. 
Obrigada 
 
Caetaneando para Leíse 

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