sábado, 16 de fevereiro de 2013

Do pó...

Eles vivam em um templo quente.
Guardavam estrelas e segredos mórbidos
Como todos fazem nos templos quentes
Afeitados de cimento e ouro
Porém, esses, eram feitos de carne
Tinham olhos, bocas, verrugas... ECA!
Tudo se comovia ao ver-lhes
Eram enfermos e solícitos
Cheios de caridades, esperanças e desesperos
Eram cheios de outras filosofias
E das suas, nem sabiam
Eram sábios, diziam
Eram doloridos, diziam
Eram curadores, diziam

E muito mais

Um dia morreram
E nada mais
Acabou-se qualquer história


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