domingo, 27 de janeiro de 2013

O menino de cara vermeia ou O menino da cor de alma despenada em dia de lua vazia

Acode! Acode o menino, ficou turvo de vez. Virou sem querer pro lado e desmaiou, caiu de cima a baixo, quieto e de uma vez. TUM! No chão de madeira que ele passava horas deitado pra vê a janela, as moça de pernas bonitas... TUM! Feito fato de vez, já disse, não teve nada mais... Acredito que era por causa de quê tava em amores que palpitavam o coração, deixava ele ficar bobo e pálido quando perguntáva : "Ei menino, quê que tá fazendo cê aí? Assim olhando o céu?" Respondia com um "Nada" assustado como o ladrão pego na boca do crime, passava do rubor que antes tava, pra a cor de alma despenada em dia de lua vazia... Sempre assim, depois dizia que seu coração parecia que queria sair, que ficava era muito batendo, sem parar. Coitado do menino! Depois dessa nem mais sei o que vai ser dele, acho que ainda vira escrivão, quem sabe? Depois que voltar do médico! Leva! Leva! Ainda não levou? O hospital é mío, fica aqui nada adianta, mío morrer no corredor de um ambulatório que nesse corredor, lá pelo menos tem gente que estudou muito toda essa doentada do mundo. Vai logo! ...
Pera! Imagina que até penso talvez que não, talvez melhor deixá, se for morrer... o pobrema vai ser se a policia dize que nois não deu socorro, melhor leva e rápido. Vai que eu vou rezar aqui com Santo Antonho e dá tudo certo, amanha ele tá ali de volta oíando as estrela com a cara vermeia que nem esse chão de madeira que ele tombo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário