quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Tudo que é sólido tem que derreter um dia - ou - Regras são regras

queria estruturar bem este texto para exprimir de vez tudo o que estou sentindo agora. Porém já comecei com uma estrutura desconcertada por não colocar em maiúsculo a primeira letra.
Tudo bem se sair meio desajeitado?
É que eu não entendi direito esse sentimento, ainda  preciso trabalhar todas as informações para poder explicar ao meu terapeuta melhor a situação - que na verdade  não tem nada a ver com ele, e até acho que procuro significado para isso tudo com o intuito de entender melhor o que, na verdade, não tem nada a ver comigo.
Me coloco assim: dentro do problema, problematizando cada tentativa de ação e enunciação. Tramando um significado que já está pronto, mas que não contei ainda pra mim mesma. E Sophie vai contar pra o mundo quando souber, por que a boca dela está nos meus olhos pintados e nos cabelos rosa. Tsc. Foda-se.
Tanto faz se o significado for para o bem ou para o mal, o que importa é que não me destrua a ponto de não conseguir levantar da cama e só sonhar com o sangue do menino no banheiro, tudo cheio de cacos de vidro. Vou de vagar: compreender as coisas, significá-las a ponto de por pontos em certos assuntos que rondam meu pensar cego.
Acho que nunca fui tão sincera e desprovida de referencias como agora, talvez, depois do choque meu ego tenha se aquietado e Sophie esteja mais feliz. Pobre Sophie... que sabe tanto de mim e me deixa usá-la como bem entendo pra me esconder. Pega-pega, e sempre posso segura-la com força e se-la sem significado e vontade.

Instantes de silêncio


Pois sim, fiquei quieta por estar admitindo minha persona a mim mesma.
Preciso compreender melhor essas coisas que fazem meu humor subir e descer tão rápido. Ainda acho que aqui não é o lugar apropriado para abrir a alma sem a poesia para proteger, mas sei que inconscientemente estou maquiavélica, me censuro por dois segundo... Um, dois: passou. 
Agora, publicarei.

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