segunda-feira, 9 de abril de 2012

Forma e agregado

Escutei o coro da cidade,

Todos em uma só voz

Falando da infelicidade do amor

Sabendo dos versos subconscientes

Falei de volta sobre a beleza das besteiras do meu melhor amigo,

Das flores,

Desses sorrisos,

Dessas horas que passamos a olhar para as estrelas,

Desses dias que vemos a hora passar...

Senti felicidade que se perde no próximo verso

De repente o povo nunca tinha me ouvido

Porque nunca tinha falado nada

Só amado sem saber o que

Amado as flores,

Os sorrisos, as horas e as luas...

Pensando amar tudo isso ser uma pessoa

Pintei as unhas de vermelho

E não me esqueci de nenhum amor

Só para lembrar, quando os pássaros cantarem

Ou quando eu visse uma estrela cadente se deslocar e sumir

Do pedido na ponta da língua

Pra não me perder dentro de ninguém

O povo da cidade ainda falava

E agora eu não podia ouvir

Estava tão, tão longe que cheguei a voar

Só por errar o chão

Cansei de falar de mim.

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