domingo, 25 de março de 2012

Destes tais

"Não acene para ninguém!"
Estava em letras neogênicas
No papel timbrado
Fiquei quieto, calado

Sabendo que o Saperi Audi
Vem na saudade da próxima esquina
E acaba que me esquivo
Perdoo, esqueço e aceno

Mesmo olhando toda a topografia
Mesmo vendo toda a geodésia
Mesmo com todos essas avisos de tropeço
Eu caio e sei que esqueço

Escuto a música e derreto
Desfaço em caras, bocas e desejos
Eu sei do meu truque...
Já sei dessa trip

A bad ficou pela maçã
Que com olhos claros ela me ofereceu
Pra eu engolir
Mas o truque era não deglutir

E mesmo assim acenei
Acabei por cair com o queixo quebrado
Com o tempo acabado
No duro sólido chão


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